Cinderela no país das Maravilhas

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Estar assim, sem ser, sem ver, sem ouvir nem sentir. Olhar para os mais queridos e sentir tensão.Tensão a todo o instante. Distancia da realidade. Nada amar, nada querer, nada fazer. Todos os pequenos nadas parecem problemas imensos. As tarefas domesticas tornam-se uma complicação. Ver a vida em volta. Tudo a doença roubou. Um trabalho ou emprego, companheiros, filhos. O tempo passou e há que aceitar estas diferenças. Estas impossibilidades, também. Como se o padecer desta doença não fosse já mal suficiente.

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Montanha russa

Vou deixando os membros descair, a mente a vaguear pelas pequenas irritações. Que tento não deixar passar disso mesmo. Tento não demonstrar. Mas é visível. E nem eu nem outrem ficam bem. Há confusão. Não solicitada. Uma semana de mal estar. O humor veio por aí no declive grande da montanha russa. Muito em breve fico na cama, sem TV, sem barulho. Apenas alguma luz. Da janela.

Faço todas as refeições. É visível o esforço do outro lado mas não sei o que fazer com ele.

Mais uma direta. De 15 em 15 dias isto. Se triste 14 horas de sono. Depois vem o reverso. Mente e corpo alertas e sem motivo para dormirem.

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Como ser eu sem  fazer ideia do que sou.

Comunicativa dizem alguns para minha esputefação. Quantas milhentas vezes não consigo abrir a boca para dizer um sim ou um não. Quantas vezes o encontrar-me com alguém provoca uma paralisação em todo o meu corpo?

Como voltar a remexer no passado de pastas, cassetes e escrita sem um arrepio do que irei encontrar?

Quantas vezes estou assim, sem conseguir fazer as coisas básicas. Depois de rir e falar vir para casa e deitar-me. Não mexer, não querer pensar, não planear, não há nada para planear. Não há nada sonbre o qual escrever. A  sensação constante da vida a andar para trás ou num pause permanente.

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março 2016

Afundava-se na recorrente ansiedade que tudo ocupava e tomava –  os seus passos, a sua respiração, o engolir de qualquer refeição.

A sensação entranhada de que um mau acidente iria acontecer  – a mim ou aos meus

Flashes há já largos meses sobre tragédias a acontecerem. E o medo da morte é proporcional ao de querer viver .-  ambos desesperados.

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Stress

O stress/ansiedade atrapalham, tomam o  cérebro, instalam-se como se de um vírus se tratasse.

Encontrar estratégias para lidar com  eles.

Eles que paralisam e desestabilizam..

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Winter

It’s so cold in here
It’s so cold right now
I wish I had wings instead of arms
I wish my dreams were made of colours
And the sadness would be considered joy of living
I wish my crying would led me someplace
A place where sorrows were accepted as conquests

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2002.1

A vida começa agora. Não saber por onde começar. A adaptação ao exterior não é fácil.

A concentração na descoberta do pequeno e na beleza à volta não é facilitada pela cidade e bairro onde vivo. Demasiadas caras pesadas e tristes.

Não saber qual o caminho a tomar para procurar/encontrar outra Realidade.

Como? Sozinha e sem segurança alguma?

Ir com calma. Aceitar que o equilíbrio precário é muito recente, que as condições reais, tanto familiares como conjunturais não são favoráveis.

Hoje: apesar de não acreditar que me vá realizar a fazer o que quer que seja por 500 euros mensais – isso era o que auferia no primeiro emprego “sério” – , foi interessante rever duas pessoas associadas ao meu passado emoconal: Lázaro e Nuno Lisboa – coincidências ou o que quer que seja que o destino me queira dizer.

A reaproximação ao Zé não está a ser fácil. Impossível compreender como já senti algum fascínio por ele. É muito cansativo; o se cala e está sempre a debitar máximas e informação. Telefona-me muito. Mas é uma das poucas pessoas que me procuram de momento:  ele e dois tipos do ICQ, também eles…cansativos.

O Diogo (Deus me diga quem era…) invade o meu espaço, tal como o Zé. Não suporto o olhar embevecido deste último ao fixar-me (não devia ser assim suponho).

Reaprender a escrever, reaprender a comunicar.

É como se saisse de um coma profundo

Estar na minha casa agora angustia-me. O que fazer?

 

 

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Coisas

Psiquiatras: vejo/sinto que existe um novo discurso.

de “protejam-se !!” “Não se exponham quando em euforia, passou para  “Tem de se correr riscos”.

Fico a pensar porque é que isto aconteceu agora que sinto ter um grande auto-controlo.

Ler é difícil; necessidade constante de movimento físico, ando e vou mais longe daquilo que preciso,

No entanto alguma ansiedade e insegurança parece ser transversal a todos os estados.

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wait

If life let’s me be here a long time

I’ll wait

All my life

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maio 2016

Um frasco de clonazepan. Não. Dois. Dois é melhor. É mais provavél que funcione. E senão funcionar? Vou escrever a toda a gente, telefonar, sair e expor as minhas misérias. Não quero. E que tal juntar litio? Esse é venenoso, sem duvida. Uma caixa inteira, se a tiver. E já agora olanzapina. Uma grande grande pedrada. Uma pedrada que me deixará off para todo o sempre.

Não me vejo a viver o resto da vida com 200 euros mensais. Não me imagino a nunca mais viajar – nem que fosse dentro de Portugal.

Não me restam forças.

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