Cinderela no país das Maravilhas

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Corpo Só

Falta-me um corpo. Que aconchegue, chegue para me fazer sentir real. Existente, Corpórea. Para que os meus sentidos acordem. Conheçam a verdadeira razão de serem. Para que saibam o seu propósito.

Passem a sentir pele, músculo, dobra, cabelos.Para que saiam do isolamento e explorem outros cheiros e todos os restantes sentidos.

Abraçar, sentir, acariciar, beijar, tocar.

Epiderme. A emoção de uma simples sensação. Saudade dessa ternura.

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Casa da Idanha – Clinica

Psique, psicose, imaginação, fantasia, delírios, ilusões, emoções. O António Damásio fica pelo cérebro.

Corpo, corporalidade, humanidade, beldade, generosidade, fealdade, discurso livre.

Bon Jovi. O meu travão no zapping excessivo.

Bon Jovi – Catarina. Idanha. Como estará ela. Michael Jackson. Perdida.

Não quis ser salvadora…Deixar-se-ia ser salva? nunca o saberei?

 

O meu corpo põe-se numa ânsia ao ser frontal. Apavorada de ser abandonada. Mais uma vez.

Respiração mais tranquila. Mais pausada. Menos adrenalina.

O que Aquece, Inspira, Vitaliza – Procurar, deixar entrar.

Sair da “cabeça”. Atenção a mim, menos ao exterior. O verdadeiro significado da palavra CUIDAR.

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Dezembro 2010

“Mas eu não estou em nenhum sítio! Estou de passagem!”

The Killers – the lyrics – genial.

I need to study portuguese this week. Have to try and adapt the world to my needs and not the way around.

Rádio no intervalo das emoções. Dói-me o cabelo. Sinto os tendões. Musica apaziguadora. Gatos e gatos e cão. Marcam território. Com pais , casa e rotinas é igual.

Pensamentos fogem. Deixo estar.

Distraio (me), contraio(me). O tendão da mão.

Envergonho-me por gostar da banda 30 Seconds to Mars. Já não sou adolescente?

38. Numero que me causou pesadelos meses seguidos. Antes de chegarem. Agora integrei. Aceitei.

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Ansiedade

O corpo vacila, estica e treme no vislumbre de uma ameaça.

Não é bem uma ameaça mas é sentida como tal e todo o corpo se retesa,treme, perde o controlo.

Que pensamentos estão por detrás?

Medo. Medo de errar. Medo de falhar. Medo de me enganar. O que acontece a muita, muita gente.

Ficar obsessiva ao ponto de baralhar toda a questão.

Sair de casa. Cinema. Não acertei na hora.

Gostava de escrever sobre borboletas e rosas, para variar. Mas o cérebro insiste em avariar.

Sair da situação e tentar espairecer. Não é nada do outro mundo!

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Ansiedade

Já a conheci de várias formas. Quando a depressão era pior senti-a vagamente, pelos poros do corpo, durante a maior parte dos dias.

Entretanto conheço uma quase nova. Trabalho, logo entro em pânico.

Aparentemente tudo a correr bem apesar de ser um trabalho temporário. No entanto devido a um erro que não se deveu a mim entrei numa espiral de “nervos”, a ficar a tremelicar a cada vez que recebo uma mensagem mail da chefe. Dedico-me, faço o meu melhor e de repente a insegurança dispara. O corpo treme, o coração bate forte e demoro um pouco até acalmar-me.

Porquê? Como travar ou minorizar este estado de alerta máximo? Entretanto não consigo pensar em nada mais além de trabalho. E confirmo, volto a confirmar. E duvido. De mim…

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Depressão pois

Não voltei ao normal, não. Arrasto-me para sair da cama, faço um esforço monstruoso para tomar banho, como a custo. Saio um bocado. Até o andar parece atrapalhado, sem definição ou objetivo.

A única coisa que faço é trabalhar. Um compromisso que não quero desleixar. Faço um pouco, deito-me – na cama ou no sofá. Faço mais um bocado e o mesmo repete-se. A única energia remetida para esta tarefa – que continua a causar-me ansiedade e stress – não sei se não será esse o problema. Preocupar-me demais com este empreendimento.

Dificuldade em ler, ainda. A Tv não me distrai, cansa-me.

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Estar assim, sem ser, sem ver, sem ouvir nem sentir. Olhar para os mais queridos e sentir tensão.Tensão a todo o instante. Distancia da realidade. Nada amar, nada querer, nada fazer. Todos os pequenos nadas parecem problemas imensos. As tarefas domesticas tornam-se uma complicação. Ver a vida em volta. Tudo a doença roubou. Um trabalho ou emprego, companheiros, filhos. O tempo passou e há que aceitar estas diferenças. Estas impossibilidades, também. Como se o padecer desta doença não fosse já mal suficiente.

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Montanha russa

Vou deixando os membros descair, a mente a vaguear pelas pequenas irritações. Que tento não deixar passar disso mesmo. Tento não demonstrar. Mas é visível. E nem eu nem outrem ficam bem. Há confusão. Não solicitada. Uma semana de mal estar. O humor veio por aí no declive grande da montanha russa. Muito em breve fico na cama, sem TV, sem barulho. Apenas alguma luz. Da janela.

Faço todas as refeições. É visível o esforço do outro lado mas não sei o que fazer com ele.

Mais uma direta. De 15 em 15 dias isto. Se triste 14 horas de sono. Depois vem o reverso. Mente e corpo alertas e sem motivo para dormirem.

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Como ser eu sem  fazer ideia do que sou.

Comunicativa dizem alguns para minha esputefação. Quantas milhentas vezes não consigo abrir a boca para dizer um sim ou um não. Quantas vezes o encontrar-me com alguém provoca uma paralisação em todo o meu corpo?

Como voltar a remexer no passado de pastas, cassetes e escrita sem um arrepio do que irei encontrar?

Quantas vezes estou assim, sem conseguir fazer as coisas básicas. Depois de rir e falar vir para casa e deitar-me. Não mexer, não querer pensar, não planear, não há nada para planear. Não há nada sonbre o qual escrever. A  sensação constante da vida a andar para trás ou num pause permanente.

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março 2016

Afundava-se na recorrente ansiedade que tudo ocupava e tomava –  os seus passos, a sua respiração, o engolir de qualquer refeição.

A sensação entranhada de que um mau acidente iria acontecer  – a mim ou aos meus

Flashes há já largos meses sobre tragédias a acontecerem. E o medo da morte é proporcional ao de querer viver .-  ambos desesperados.

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