Cinderela no país das Maravilhas

A fine WordPress.com site

Depressão?

Desde que estou eutimica que sinto uma particular dificuldade em perceber o que é que ainda faz parte da depressão, o que é preguiça, desmotivação, frustração ou inércia pura. Tenho resistência às atividades físicas, inclusivamente as de higiene diária. Tenho de me forçar a todo o momento. As tarefas domésticas são divididas por várias vezes: tenho alguma louça para lavar – então, em vez de empreender essa tarefa de seguida faço pausas. Depois há as mini realizações de algo ter conseguido.

A parte relacional está ok. Ou seja: comunico, com alguma ansiedade mas faço-o, com os mais próximos. Ainda gaguejo e perco o fio à meada mas não me escondo, não evito. A solidão é-me mais pesada do que no passado.

Esperemos que os dias contínuos na cama, em hibernação, de virar as costas a tudo e a todos não regressem.

As consequências foram, de facto, devastadoras e ainda tenho dificuldade em aceitá-las. Encurtamento do circulo social, ausência de relações amorosas, vida profissional desastrosa ou ausente. Além de todo o sofrimento associado…

Leave a comment »

Saltitar de medo em medo para escolher qual o menor. Deixá-los passarem de papões assustadores para revezes da imaginação.

Faço coisas. Aos soluços. Aos tropeções. Exigir-me. Obrigar-me.

Nunca poder esquecer a condição da doença.

Os textos que se perderam por aí. Bocados de nós em momentos presos no passado.

A inércia a dominar.

Leave a comment »

Sentir a normalidade ausente de interesse. Sair por terapia. Tanto que fazer. Tanto por fazer.

As pequenas nódoas negras emocionais a virem à memória vezes demais. Apoio de pessoas inusitadas. Preciso? Aparentemente.

Leave a comment »

Coisas

Oeiras – esquecera-me da vaidade atraente das casas coloridas, apalaçadas.
Vontade de voltar a fotografar. Rejeitar a máquina fotográfica devido aos
pormenores téncicos que não domino de forma espontânea. Tudo o que tome
alguma atenção a pormenores afasta-me. Sinto-o como algo muito
desagradável e não um desafio.
Depois de mais de um mês a chorar, há agora uma irritação quase constante
com pequenas coisas. E são precisamente essas pequenas coisas do mundo que já não me tocam como até há duas semanas.

Leave a comment »

Descriminação

estigma

 

 

 

Site e blogs sobre saúde mental. É como ler sobre irmãos quase gémeos. Recuperação de muitos. Descriminação muito acentuada ainda. Talvez a minha solidão não seja o resultado de um “mau feitio” ou de fracas capacidades de socialização. Talvez a maioria das pessoas que não me procuram ou que se afastaram, o tenham feito precisamente devido à doença. O que, estranhamente, é quase um alívio….que tenha sido por estupidez e não por minha causa.

Leave a comment »

Impasse (junho 2012)

Ok. Não é bem depressão..ok, é tristeza, sim. Ok, é doença?
Não sei.
Falta de vida, sim.
O simulacro do bom emprego acabou e agora há que redefinir tudo.
Metas, objetivos, rotinas.

Black-and-White-Surreal-Photography

Cansada, entediada, farta de recomeçar – uma, duas,  três,vezes, infinitas.
Páro. Enrolo-me. Cansa estar parada.
Há espera de que algo aconteça.
Vou mais de 5 vezes por dia ao mail e ao facebook.
Quando, recentemente ocupada fazia-o uma vez por  dia. Ou nenhuma, por vezes.

A portugalidade a sufocar-me. De novo.
Não é um pensamento. Não é uma opinião com filosofia adjacente. É uma sensação.
Mais: um sentimento de tolhimento da minha respiração aqui. Respirar como pessoa. Com identidade.
Deixo a condição social, (económica) aterrar-me e ficar paralisada. Para onde me virar? Não sei.
Sem plano não consigo mexer-me.

Leave a comment »

Suicide in a depressed brain

Suicidal.
Nothing that I can write can ease the pain.
The last 3 days in bed again, ressenting everything and everyone.

An agocencric exercize of misery.
I don’t chose it – but people have an hard time to believe in it – that I chose to be unhappy – that’s what they think.
It is NOT TRUE

damaged2I just can’t.
I can’t keep seeing slamming doors, To have to deal with all kind of lack of human respect.
Because until now human nature convinced me that I am an human, therefore I have the right to be treated as one.
But that doesn’t happen. Many times, many times. And i can’t just let go
I want to go, to die.
Die before I am 40.
I am not doing anything here.
Pain is not a path – that’s why I want to leave.

Leave a comment »