Cinderela no país das Maravilhas

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Sentir a normalidade ausente de interesse. Sair por terapia. Tanto que fazer. Tanto por fazer.

As pequenas nódoas negras emocionais a virem à memória vezes demais. Apoio de pessoas inusitadas. Preciso? Aparentemente.

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Is a dream alive? (julho 2012)

Is a dream alive if It don’t come true or is it something worst?
Bruce Springsteen

Cada vez mais lhe parecia que ter ideias ou tentar compreender as dos outros, mesmo quando interessantes, era inútil e estúpido… E também cada vez lhe custava mais
não dar uso ao conhecimento, que teimava em ter, fosse de que área fosse,

Parecia uma idiotice, uma teimosia infantil ou adolescente. Uma forma de se
afirmar, de combater as suas frustrações e falhanços…mas estava cansada. Muito. E já não queria provar nada a ninguém, provavelmente nunca o tinha querido, sobretudo a si própria.
Essa antiga incansável fórmula de se provar que valia qualquer coisa, à margem
da cegueira de todos, pais, amigos, sociedade. Se algum valor lhe reconheciam era tema proibido.
Porquê nunca o soube mas soube que isso acontecia pois continuava a gastar uma fortuna em ouvidos e vozes “amigas” há mais de 20 anos.

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Impasse (junho 2012)

Ok. Não é bem depressão..ok, é tristeza, sim. Ok, é doença?
Não sei.
Falta de vida, sim.
O simulacro do bom emprego acabou e agora há que redefinir tudo.
Metas, objetivos, rotinas.

Black-and-White-Surreal-Photography

Cansada, entediada, farta de recomeçar – uma, duas,  três,vezes, infinitas.
Páro. Enrolo-me. Cansa estar parada.
Há espera de que algo aconteça.
Vou mais de 5 vezes por dia ao mail e ao facebook.
Quando, recentemente ocupada fazia-o uma vez por  dia. Ou nenhuma, por vezes.

A portugalidade a sufocar-me. De novo.
Não é um pensamento. Não é uma opinião com filosofia adjacente. É uma sensação.
Mais: um sentimento de tolhimento da minha respiração aqui. Respirar como pessoa. Com identidade.
Deixo a condição social, (económica) aterrar-me e ficar paralisada. Para onde me virar? Não sei.
Sem plano não consigo mexer-me.

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