Cinderela no país das Maravilhas

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Saltitar de medo em medo para escolher qual o menor. Deixá-los passarem de papões assustadores para revezes da imaginação.

Faço coisas. Aos soluços. Aos tropeções. Exigir-me. Obrigar-me.

Nunca poder esquecer a condição da doença.

Os textos que se perderam por aí. Bocados de nós em momentos presos no passado.

A inércia a dominar.

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Devils

demon2

The inner devils dancing around my head.

They jump and laugh. They scream into my mind.

They want to break me down into pieces.

They say I am an idiot.

The demons are here – in my mind.

I know. I accept the fact.

But I jump into their hapiness and yell about their ridiculouness, their faible petiness, their sad existence without a body or even a simple soul.

I do, though, pay attention to one of the demons! He gives me companionship and has a sexy voice.

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Subconsciente

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Something was happening. Something not bad. But she knew that that layer was going on in the background .
It was difficult to quantify . Down to an invisible level . Would have to get used to that other level that hated her days .
As a film of slight concern and an anguish that clung to her skin.
The need to share these liitle nothings was big.
The endless minutes to click on the refresh button of the e-mail to check if anyone would want to communicate with her .
What can be said when nothing happens that can describe colors and textures ?
No idea .
Sometimes these impulses came to her – to communicate with others – but soon failed it in the fear of bothering them with the evilness that overwhelmmed her the majority of her days .
This second level of life that happened inside out and not from the outside in , was full of mixed feelings , had a past and looking up unfamiliar emotions in music there.
While music gave her a minimally pleasurable present,the past, until then ignored and even forgotten , filled her with stories of lives that were also hers .

Algo ía acontecendo. Sabia que sim mas esse registo dava-se em segundo plano. Era difícil quantificar. Descia a um nível invisível. Ter-se-ía de habituar a esse outro nível que odiava os seus dias. Como uma película de preocupação e ligeira angustia que se lhe colava à pele.
A necessidade de partilhar esses seus nadas era grande. Ficava minutos infindos a clicar no refresh dos mail para ver se alguém quereria comunicar com ela. Do que se fala quando nada se passa que se possa descrever com cores e texturas?
Não fazia ideia. Por vezes vinham-lhe esses impulsos de comunicar com os de que gosta mas travava-se no receio de os incomodar por os seus males fazerem parte esmagadora maioria dos seus dias.
Esse segundo nível de vida, que acontecia de dentro para fora e não de fora para dentro, estava cheio de sentimentos variados, tinha um passado e procurava emoções em musica até aí desconhecida.
Enquanto a musica lhe dava um presente minimamente prazenteiro, o passado, até então ignorado e até esquecido, enchia-a de estórias de vidas que também eram suas.

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Virtual mundo

Onde fica tudo o que não foi feito?
O imaginado, sonhado, planeado, mas que não conseguiu a lógica racional da aplicabilidade prática ?

Nos sentimentos de possibilidade?
De fuga e infinito?
No sentimento de sermos mais e diferentes daquilo que é a nossa vida real?

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Living on Dreams

dream

 

Fazer da imaginação as minhas viagens.
Da escrita as situações que não posso viver.
Dos reality shows dos milionários o conhecimento dos objetos de conforto que nunca terei.
Da arte uma alternativa à estupidez da mercantilização do ser humano.

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