Cinderela no país das Maravilhas

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viva la vita!

Excesso. De vida. De pessoas, interação.
Turismo ao passado. Fotografar os locais do antigamente.
Falar sem pudor com qualquer pessoa. Início de conversas. Não é hipomania.

Não é doença. Novo Eu? Novo velho renovado Eu?

Apaixono-me por lugares. Novos. Velhos. Esquinas. O vitral de uma janela.

Pessoas abordam-me com comentários inusitados.
Peço informações sobre novas regras do transito no Bairro Alto. Paro.

Observo. Tomo o tempo. Tenho-o. Muitas vezes.
Fazer dele o melhor Tempo Presente do Mundo.
(Fazer do Presente um presente contínuo).

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janeiro 2012

Tudo e por nada.
Sinto, logo vivo.
Um pôr do sol lamechas distante. Impulsos concretizados. Desembaraço.
Aproximação fácil às pessoas. Rivotril. Sim. Autorizado por psiquiatra – tantos quanto precisar.
Alegria. À vontade. Descontradancepostcard1ção.
Novo acordo ortográfico.
Regressei. Sim. Aos compromissos. À vida. Às pessoas.
Em cerca de 10 dias.
Falo em público. Digo parvoeiras.
O idiota do P.V. à minha frente não me incomoda.
Rio-me para dentro da sua fanfarronice.

Organizar papéis. Escritos de memórias, estados, factos.
Coisas minhas. Quais valem a pena passar para PC com  intuito literário?

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Maio no Alto (2012)

alice1Viver aos solavancos, semana sim, semana não. Ou furiosamente, todos os centésimos de segundo do dia. Dificuldade em esperar, em dar tempo. O Mundo é demasiado lento.   No lugar da comunicação estar, correr, abrir, querer.

Sensação de Urgência. Ideias em catadupa, videoclips, fotos.

Recriar. Criar-me. Voltar.

A Mim.

Mas “mim” não é procurar o Eu das possibilidades corpóreas.

 

Não ser Demais. Porquê demais? Porque o Corpo sente, pensa, está e tem o seu ritmo próprio.

E um bem-estar emocional e mental precisa de respeito pelo ritmo daquele.

Fazer. Compulsão. Energia que urge em ser gasta.

Vou parando quando me obrigo. Disciplina para não me exceder. No Fazer. Em catadupa.

Parar. Fumar. Parar.

Deitar-me um minuto e olhar em volta. E mais ideias de fazer, fazer, fazer.

 

É necessário abrandar.

O custo de seguir o ímpeto é a Exaustão. Física. Mental. Mau Estar.

Retirar prazer. Arrumar. Parar e observar os gatos. Limpar. Parar e observar a chuva.

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Maravilhar

Quando tudo é demasiado interessante, inspirador, enrolamo – nos nessa devoção.

Nesse pasmar.

As medidas práticas de ação – com que até há pouco estava obcecada, perdem importância.

Não cabem no dia.

O tempo abranda. Cinco segundos equivalem a meia-hora.

Impaciência, impulsividade, aparente clarividência.

E depois há momentos PERFEITOS.

Tudo discorre e desliza naturalmente Não há esforço, tudo faz sentido.

O mundo encaixa em ti e não tu no mundo.

Fora esses momentos é a ânsia constante.

Fazer, fazer, fazer. Tudo é intenso.

Atinge, pica, corta o corpo. Atravessa-o em flechas de energia.

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Travar

A vontade, pensamentos e planos e a absoluta necessidade de fazer e criar é maior que a capacidade real de esforço possível do corpo.

De repente já não tenho tempo para tanta vida social.

Deitar cigarro fora para dentro do carro. Bater contra passeio. Nível de alerta grande, nada de velocidade.

Faço mini- paragens.

Concentro-me nos estados do corpo. “Trabalho” a Psicoenergia.

Penso duas vezes quando os impulsos parecem violentar um ritmo mais natural e de respeito para com as minhas prioridades.

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Pára

Faço, faço, insisto, corrijo.
Paro. Ouço música. Obrigo-me.
Senão teria sido maratona de 10 horas na net, nos sites de emprego.
Paro. Lembro-me/apercebo-me de que estou mal disposta por não comer.

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Parei agora também. Neste preciso momento em que escrevo este e-mail…comer, casa de banho, dar-me tempo.

Parar quando o Corpo dá sinais de Alerta:
Chega! Doem-te os pés.
Chega! Doem-te as costas.
Chega! Tens azia e o estomago esquisito porque comes mal, qualquer coisa a qualquer hora.
Chega! O teu cérebro já está tão cansado que trocas as letras todas das palavras que escreves nesse texto.
Chega! Noticiários na TV fazem mal à saúde mental.
Chega! Ter conversas profícuas e longas com muita gente ao longo do dia esgotam-te. Talvez porque ouves tanto.

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