Cinderela no país das Maravilhas

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O Cato

Formas disformes na caneta desagradável que trata assuntos de trabalho.
A planta salva do tempo alongado, esticado; com o qual não sei o que fazer.
Apenas esperar.
Esperar que o “pior” aconteça para eu “bater as asas” e voar.

Um bom almoço espera-me e o cato, além da sua fealdade, nada me diz.
Desculpas ao cato. Se calhar está infeliz. Não falaram o suficiente com ele…talvez se eu o fizer ele fi que mais bonito.

Dói-me a mão. Já perdera o hábito de escrever.
Mais leite, mais cigarros. E o Cato.

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Maravilhar

Quando tudo é demasiado interessante, inspirador, enrolamo – nos nessa devoção.

Nesse pasmar.

As medidas práticas de ação – com que até há pouco estava obcecada, perdem importância.

Não cabem no dia.

O tempo abranda. Cinco segundos equivalem a meia-hora.

Impaciência, impulsividade, aparente clarividência.

E depois há momentos PERFEITOS.

Tudo discorre e desliza naturalmente Não há esforço, tudo faz sentido.

O mundo encaixa em ti e não tu no mundo.

Fora esses momentos é a ânsia constante.

Fazer, fazer, fazer. Tudo é intenso.

Atinge, pica, corta o corpo. Atravessa-o em flechas de energia.

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Correr atrás da mente

Esquecer-me, deixar de precisar de comer, dormir, tomar banho.

A que tipo de energia andamos nestas fases? O que é que faz acelerar o corpo que se arrasta atrás de uma mente inquieta, ávida, híper-rápida?

Corta-se união Corpo-Mente. Funcionam em registos diferentes.

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Distrair a Dor

Viver aos esticões. Puxa o choque da morte.

Formatar. O que dizer, o que fazer. Estar lá mas manter a retração à emoção-dor que desfaz ou nos leva para comportamentos pouco aceitáveis socialmente. Julgamos que desfaz, que nos torce, e por isso fugimos ao seu ímpeto, à sua força.

Seguimos a instrução da razão e mantemos essa nossa parte o mais longe de nós possível.

Camuflamos, distraímo-nos, rejeitamos entrar em contacto com esses sentimentos.

 

Porquê? Porque temos de manter a força, erradamente considerada ignorância, e evitar toda a paleta de sentimentos com o rótulo de negativos. Fortes, em domínio, alegres e felizes.

Rir é comunitário. Chorar e sentir dor é solitário.

E ajudamos os outros a seguir o padrão. Distrair a dor, fugir, escapar, não abraçar.

 

Sentidos aguçados pela mudança de redor. Pelas circunstâncias especiais.

E volto a ser incorporada pela Alma. E recomeço a pensar, sonhar, imaginar, fantasiar, a fazer, a querer…tudo ao mesmo tempo. E vem a pressa. O stress.

Calma…aos poucos. Pequenos passos. Ter prazer e não tornar obsessivas as atividades. Aos de repentes. Intensidade, voracidade, tudo dar, e vai vai, mais, mais.

Stress auto – infligido e…quando as circunstancias exteriores são mais propícias a esse vórtice, a tenacidade e “força” esmorecem, morrem. E então desabita-me tudo de uma só vez e não quero saber de nada.

Vida traz vida. Acontecimentos arrancam à inércia da depressão, aborrecimento, frustração.

INTERAÇÂO – palavra que me é recorrente como estratégia possível para uma âncora à vida.

 

 

 

 

 

 

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Pára

Faço, faço, insisto, corrijo.
Paro. Ouço música. Obrigo-me.
Senão teria sido maratona de 10 horas na net, nos sites de emprego.
Paro. Lembro-me/apercebo-me de que estou mal disposta por não comer.

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Parei agora também. Neste preciso momento em que escrevo este e-mail…comer, casa de banho, dar-me tempo.

Parar quando o Corpo dá sinais de Alerta:
Chega! Doem-te os pés.
Chega! Doem-te as costas.
Chega! Tens azia e o estomago esquisito porque comes mal, qualquer coisa a qualquer hora.
Chega! O teu cérebro já está tão cansado que trocas as letras todas das palavras que escreves nesse texto.
Chega! Noticiários na TV fazem mal à saúde mental.
Chega! Ter conversas profícuas e longas com muita gente ao longo do dia esgotam-te. Talvez porque ouves tanto.

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