Cinderela no país das Maravilhas

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Depressão?

Desde que estou eutimica que sinto uma particular dificuldade em perceber o que é que ainda faz parte da depressão, o que é preguiça, desmotivação, frustração ou inércia pura. Tenho resistência às atividades físicas, inclusivamente as de higiene diária. Tenho de me forçar a todo o momento. As tarefas domésticas são divididas por várias vezes: tenho alguma louça para lavar – então, em vez de empreender essa tarefa de seguida faço pausas. Depois há as mini realizações de algo ter conseguido.

A parte relacional está ok. Ou seja: comunico, com alguma ansiedade mas faço-o, com os mais próximos. Ainda gaguejo e perco o fio à meada mas não me escondo, não evito. A solidão é-me mais pesada do que no passado.

Esperemos que os dias contínuos na cama, em hibernação, de virar as costas a tudo e a todos não regressem.

As consequências foram, de facto, devastadoras e ainda tenho dificuldade em aceitá-las. Encurtamento do circulo social, ausência de relações amorosas, vida profissional desastrosa ou ausente. Além de todo o sofrimento associado…

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Saltitar de medo em medo para escolher qual o menor. Deixá-los passarem de papões assustadores para revezes da imaginação.

Faço coisas. Aos soluços. Aos tropeções. Exigir-me. Obrigar-me.

Nunca poder esquecer a condição da doença.

Os textos que se perderam por aí. Bocados de nós em momentos presos no passado.

A inércia a dominar.

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Sentir a normalidade ausente de interesse. Sair por terapia. Tanto que fazer. Tanto por fazer.

As pequenas nódoas negras emocionais a virem à memória vezes demais. Apoio de pessoas inusitadas. Preciso? Aparentemente.

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março 2016

Afundava-se na recorrente ansiedade que tudo ocupava e tomava –  os seus passos, a sua respiração, o engolir de qualquer refeição.

A sensação entranhada de que um mau acidente iria acontecer  – a mim ou aos meus

Flashes há já largos meses sobre tragédias a acontecerem. E o medo da morte é proporcional ao de querer viver .-  ambos desesperados.

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2002.1

A vida começa agora. Não saber por onde começar. A adaptação ao exterior não é fácil.

A concentração na descoberta do pequeno e na beleza à volta não é facilitada pela cidade e bairro onde vivo. Demasiadas caras pesadas e tristes.

Não saber qual o caminho a tomar para procurar/encontrar outra Realidade.

Como? Sozinha e sem segurança alguma?

Ir com calma. Aceitar que o equilíbrio precário é muito recente, que as condições reais, tanto familiares como conjunturais não são favoráveis.

Hoje: apesar de não acreditar que me vá realizar a fazer o que quer que seja por 500 euros mensais – isso era o que auferia no primeiro emprego “sério” – , foi interessante rever duas pessoas associadas ao meu passado emoconal: Lázaro e Nuno Lisboa – coincidências ou o que quer que seja que o destino me queira dizer.

A reaproximação ao Zé não está a ser fácil. Impossível compreender como já senti algum fascínio por ele. É muito cansativo; o se cala e está sempre a debitar máximas e informação. Telefona-me muito. Mas é uma das poucas pessoas que me procuram de momento:  ele e dois tipos do ICQ, também eles…cansativos.

O Diogo (Deus me diga quem era…) invade o meu espaço, tal como o Zé. Não suporto o olhar embevecido deste último ao fixar-me (não devia ser assim suponho).

Reaprender a escrever, reaprender a comunicar.

É como se saisse de um coma profundo

Estar na minha casa agora angustia-me. O que fazer?

 

 

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Coisas

Oeiras – esquecera-me da vaidade atraente das casas coloridas, apalaçadas.
Vontade de voltar a fotografar. Rejeitar a máquina fotográfica devido aos
pormenores téncicos que não domino de forma espontânea. Tudo o que tome
alguma atenção a pormenores afasta-me. Sinto-o como algo muito
desagradável e não um desafio.
Depois de mais de um mês a chorar, há agora uma irritação quase constante
com pequenas coisas. E são precisamente essas pequenas coisas do mundo que já não me tocam como até há duas semanas.

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Descriminação

estigma

 

 

 

Site e blogs sobre saúde mental. É como ler sobre irmãos quase gémeos. Recuperação de muitos. Descriminação muito acentuada ainda. Talvez a minha solidão não seja o resultado de um “mau feitio” ou de fracas capacidades de socialização. Talvez a maioria das pessoas que não me procuram ou que se afastaram, o tenham feito precisamente devido à doença. O que, estranhamente, é quase um alívio….que tenha sido por estupidez e não por minha causa.

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Suicide in a depressed brain

Suicidal.
Nothing that I can write can ease the pain.
The last 3 days in bed again, ressenting everything and everyone.

An agocencric exercize of misery.
I don’t chose it – but people have an hard time to believe in it – that I chose to be unhappy – that’s what they think.
It is NOT TRUE

damaged2I just can’t.
I can’t keep seeing slamming doors, To have to deal with all kind of lack of human respect.
Because until now human nature convinced me that I am an human, therefore I have the right to be treated as one.
But that doesn’t happen. Many times, many times. And i can’t just let go
I want to go, to die.
Die before I am 40.
I am not doing anything here.
Pain is not a path – that’s why I want to leave.

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Troubled in mails – 2/10/2013

I can’t focus.
I don’t know where my stuff is because I moved everything when I was hipo and can’t remember this logic now.
It’s all like a boring fuzzy movie.
I already wrote ten different sentences and deleated them all.

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Now and Then

Outside is sunny.
My goals are hidden someplace in my brain where my present awareness and neurons cannot reach for some reason.

I seat on the bed. I promise myself: I am going to stay up or seat for the rest of the day. I waddle around home. Soon I am zapping, laying in my bed.

Yesterday I watched the best documentary I have ever found on depression. It helps to don’t feel a total stranger.
What hurts the most is not what the pain from depression gives to the one suffering from it. What stroked me hard was to listen to relatives saying that all the family is dragged to this reality.

Until 10 years ago to have a normal life, for me, was the most terrible dumb mundane life one could have. Marriage, job 9-5, kids…noooo…I had this proud, stupid awareness that thought I could make my way through life choosing other ways of being, of living.

Now I am angry at the world about being this lonely – friends spend most of their social life in family.
I am also angry because I am jobless. I would accept anything right now. Waiting, cleaning, whatever.

But the economy joined my disease, joined a social dying state, happy together to destroy life’s of “normal” people, along with mine.

And, to make it even more interesting, my psychiatrist decided that I am not depressed. I am just frustrated…she doesn’t want to deal with more up’s and downs so she decided I am just sad.
I would be happy that she was right. She has seen me so much worse in the past.. I have been in emotional states, in the past, where I barely could articulate a phrase. But right now I am not functioning very well, either.
And most “tips” to deal with depression that we find online were probably created by people that never had a deep depression.

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