Cinderela no país das Maravilhas

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Dezembro 2010

“Mas eu não estou em nenhum sítio! Estou de passagem!”

The Killers – the lyrics – genial.

I need to study portuguese this week. Have to try and adapt the world to my needs and not the way around.

Rádio no intervalo das emoções. Dói-me o cabelo. Sinto os tendões. Musica apaziguadora. Gatos e gatos e cão. Marcam território. Com pais , casa e rotinas é igual.

Pensamentos fogem. Deixo estar.

Distraio (me), contraio(me). O tendão da mão.

Envergonho-me por gostar da banda 30 Seconds to Mars. Já não sou adolescente?

38. Numero que me causou pesadelos meses seguidos. Antes de chegarem. Agora integrei. Aceitei.

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Depressão?

Desde que estou eutimica que sinto uma particular dificuldade em perceber o que é que ainda faz parte da depressão, o que é preguiça, desmotivação, frustração ou inércia pura. Tenho resistência às atividades físicas, inclusivamente as de higiene diária. Tenho de me forçar a todo o momento. As tarefas domésticas são divididas por várias vezes: tenho alguma louça para lavar – então, em vez de empreender essa tarefa de seguida faço pausas. Depois há as mini realizações de algo ter conseguido.

A parte relacional está ok. Ou seja: comunico, com alguma ansiedade mas faço-o, com os mais próximos. Ainda gaguejo e perco o fio à meada mas não me escondo, não evito. A solidão é-me mais pesada do que no passado.

Esperemos que os dias contínuos na cama, em hibernação, de virar as costas a tudo e a todos não regressem.

As consequências foram, de facto, devastadoras e ainda tenho dificuldade em aceitá-las. Encurtamento do circulo social, ausência de relações amorosas, vida profissional desastrosa ou ausente. Além de todo o sofrimento associado…

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Saltitar de medo em medo para escolher qual o menor. Deixá-los passarem de papões assustadores para revezes da imaginação.

Faço coisas. Aos soluços. Aos tropeções. Exigir-me. Obrigar-me.

Nunca poder esquecer a condição da doença.

Os textos que se perderam por aí. Bocados de nós em momentos presos no passado.

A inércia a dominar.

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Sentir a normalidade ausente de interesse. Sair por terapia. Tanto que fazer. Tanto por fazer.

As pequenas nódoas negras emocionais a virem à memória vezes demais. Apoio de pessoas inusitadas. Preciso? Aparentemente.

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Identidades

Renascer para um novo Ser social no espaço publico
Renascer para me ver ao espelho na Alma de Alguém e esbarrar com todas as dificuldades e frustrações que pensei não vir a sentir por ser detentora da Compreensão. Que afinal não chega. Talvez nem ajude.

A exigência do Ser social esbateu as arestas únicas e identificativas de um carácter, de uma marca individual.
O ser já desestruturado assumiu uma forma sobrevivencial.

Diminuem expectativas, objectivos. As frustrações já não caem tão fundo na alma.
A dor é morna – não gela, não queima
E o amor não tem por onde se agarrar. Anda à volta, perdido. Canalizando-se para cabos internéticos. Ficando-se por enormes simulacros de Realidade – o que não o é?
Jorge Luís Borges e a máquina reprodutora da realidade.
Matrix. Jogos de computador. Site Second Life à semelhança do SIMs mas com outros seres com carne por detrás, chats.
Amizades virtuais, amores virtuais, birras virtuais.

A mudança e alteração de personalidade é a única coisa que se mantém real.
O confronto com os eus passados assusta em todas as dimensões.
Como é possível?
Porque fui assim? Para que fui assim?

Rejeição desses eus perdidos no presente de construção de outro que não sei quem ser…
Porque não aceitar? Um espelho mas velho, enferrujado…mas o único que ainda tenho. Procuro o outro há anos e ele parece múltiplos..como aqueles que nos deformam e reformam, mais assim, mais diferente, mais perto, mais longe..

Dantes regozijava-me com os meus eus observando e analisando. Criando raízes, adubando os meus princípios, crenças, moral, características que preservava religiosamente.

Entretanto essa personalidade mergulhou numa nova identidade que tinha a segurança de uma precária descrição e categorização exterior – a de uma doença que abalava tudo o que julgava serem os seus comportamentos fieis a uma personalidade que julgava sua.
O meu mundo virou-se do avesso.

Aos poucos aquele antigo egocentrismo misantropo exacerbado estilhaçou-se. À parte os comportamentos fora da identidade em construção dessa segunda, transitória identidade – bipolar – a interioridade passou para segundo plano – ou nesse sentido queria caminhar.
Os outros e seus mundos passaram a a ser a sua tentativa de conquista. Descobrir de que sentidos são feitos. Que amarguras trazem na alma. Identificá-los através de meros minutos ou esperar e ficar para melhor os conhecer.

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