Cinderela no país das Maravilhas

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Saltitar de medo em medo para escolher qual o menor. Deixá-los passarem de papões assustadores para revezes da imaginação.

Faço coisas. Aos soluços. Aos tropeções. Exigir-me. Obrigar-me.

Nunca poder esquecer a condição da doença.

Os textos que se perderam por aí. Bocados de nós em momentos presos no passado.

A inércia a dominar.

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Sentir a normalidade ausente de interesse. Sair por terapia. Tanto que fazer. Tanto por fazer.

As pequenas nódoas negras emocionais a virem à memória vezes demais. Apoio de pessoas inusitadas. Preciso? Aparentemente.

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Estar assim, sem ser, sem ver, sem ouvir nem sentir. Olhar para os mais queridos e sentir tensão.Tensão a todo o instante. Distancia da realidade. Nada amar, nada querer, nada fazer. Todos os pequenos nadas parecem problemas imensos. As tarefas domesticas tornam-se uma complicação. Ver a vida em volta. Tudo a doença roubou. Um trabalho ou emprego, companheiros, filhos. O tempo passou e há que aceitar estas diferenças. Estas impossibilidades, também. Como se o padecer desta doença não fosse já mal suficiente.

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Montanha russa

Vou deixando os membros descair, a mente a vaguear pelas pequenas irritações. Que tento não deixar passar disso mesmo. Tento não demonstrar. Mas é visível. E nem eu nem outrem ficam bem. Há confusão. Não solicitada. Uma semana de mal estar. O humor veio por aí no declive grande da montanha russa. Muito em breve fico na cama, sem TV, sem barulho. Apenas alguma luz. Da janela.

Faço todas as refeições. É visível o esforço do outro lado mas não sei o que fazer com ele.

Mais uma direta. De 15 em 15 dias isto. Se triste 14 horas de sono. Depois vem o reverso. Mente e corpo alertas e sem motivo para dormirem.

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Como ser eu sem  fazer ideia do que sou.

Comunicativa dizem alguns para minha esputefação. Quantas milhentas vezes não consigo abrir a boca para dizer um sim ou um não. Quantas vezes o encontrar-me com alguém provoca uma paralisação em todo o meu corpo?

Como voltar a remexer no passado de pastas, cassetes e escrita sem um arrepio do que irei encontrar?

Quantas vezes estou assim, sem conseguir fazer as coisas básicas. Depois de rir e falar vir para casa e deitar-me. Não mexer, não querer pensar, não planear, não há nada para planear. Não há nada sonbre o qual escrever. A  sensação constante da vida a andar para trás ou num pause permanente.

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