Cinderela no país das Maravilhas

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Página em branco

Não soa a depressão, não. Talvez apenas a falta de mais interação humana e objetivos com alguma esperança a sustentá-los. Falar e lidar com gatos não chega.

A escrever diretamente. A sensação de que todos os outros escrevem melhor, têm mais ideias, mais opiniões. TV em catadupa. Mais um familiar com a saúde mental comprometida. A ciência ainda não identificou os genes mas acredito que estes são definitivamente responsáveis por grande parte dos problemas.

Querer avançar mas as instituições e mentalidades a travarem-me – sempre. A maioria das vezes já não tento sequer.

 

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Identidades

Renascer para um novo Ser social no espaço publico
Renascer para me ver ao espelho na Alma de Alguém e esbarrar com todas as dificuldades e frustrações que pensei não vir a sentir por ser detentora da Compreensão. Que afinal não chega. Talvez nem ajude.

A exigência do Ser social esbateu as arestas únicas e identificativas de um carácter, de uma marca individual.
O ser já desestruturado assumiu uma forma sobrevivencial.

Diminuem expectativas, objectivos. As frustrações já não caem tão fundo na alma.
A dor é morna – não gela, não queima
E o amor não tem por onde se agarrar. Anda à volta, perdido. Canalizando-se para cabos internéticos. Ficando-se por enormes simulacros de Realidade – o que não o é?
Jorge Luís Borges e a máquina reprodutora da realidade.
Matrix. Jogos de computador. Site Second Life à semelhança do SIMs mas com outros seres com carne por detrás, chats.
Amizades virtuais, amores virtuais, birras virtuais.

A mudança e alteração de personalidade é a única coisa que se mantém real.
O confronto com os eus passados assusta em todas as dimensões.
Como é possível?
Porque fui assim? Para que fui assim?

Rejeição desses eus perdidos no presente de construção de outro que não sei quem ser…
Porque não aceitar? Um espelho mas velho, enferrujado…mas o único que ainda tenho. Procuro o outro há anos e ele parece múltiplos..como aqueles que nos deformam e reformam, mais assim, mais diferente, mais perto, mais longe..

Dantes regozijava-me com os meus eus observando e analisando. Criando raízes, adubando os meus princípios, crenças, moral, características que preservava religiosamente.

Entretanto essa personalidade mergulhou numa nova identidade que tinha a segurança de uma precária descrição e categorização exterior – a de uma doença que abalava tudo o que julgava serem os seus comportamentos fieis a uma personalidade que julgava sua.
O meu mundo virou-se do avesso.

Aos poucos aquele antigo egocentrismo misantropo exacerbado estilhaçou-se. À parte os comportamentos fora da identidade em construção dessa segunda, transitória identidade – bipolar – a interioridade passou para segundo plano – ou nesse sentido queria caminhar.
Os outros e seus mundos passaram a a ser a sua tentativa de conquista. Descobrir de que sentidos são feitos. Que amarguras trazem na alma. Identificá-los através de meros minutos ou esperar e ficar para melhor os conhecer.

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Para baixo

It comes back
It hurts
it’s all lost
There are holes where there should be feelings

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No alto II

O corpo tem molas. Não pára 3 segundos para respirar. E no entanto a respiração soa profunda.
Mal acabo uma tarefa outra de prioridade mundial surge: apanhar aquilo do chão, colocar aquela outra coisa no seu devido lugar.
Fumar já nem provoca cansaço.Mas este vem, sim. Depois de 10 horas ininterruptas de atividades. Inventadas. Criadas com a finalidade de estar simplesmente ocupada.
Desta vez não há apensamentos maravilhosos de resolução dos problemas do mundo mas aparece uma compulsão para organizar tudo aquilo que há meses, às vezes anos, esperava arrumação.
Obrigar-me a ficar deitada na cama. Mesmo sem sono. Muitas e muitas voltas. Já de cor todos os video-clips hip-hop.

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