Cinderela no país das Maravilhas

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Esquecimento

É possível reaver memórias que julgava definitivamente perdidas.
Tão tantas e diversas. Fariam o que sou. A minha identidade. O passado não me interessa há muito.
Mas há outro passado antes do passado evitado, pantanoso. Uma história que parece eu ter vivido, vagamente.
Um outro eu que já fui. Que não sei caracterizar. Estranho….como se fosse uma vida de uma irmã que deixei de ver há muito. Falecida. Desaparecida.
E depois há o Eu presente. Que regressa a locais que em tempos tinham outras funções.
Em que decorreram histórias semiapagadas por um cérebro que criou várias vidas e registos numa só pessoa. Que acontece ser eu.
Aqui.. – quantos espetáculos? Quais? Com quem estava? Em que anos?
Como vivia e sentia naquela altura?
É possível reaver essas memórias?

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Descriminação

estigma

 

 

 

Site e blogs sobre saúde mental. É como ler sobre irmãos quase gémeos. Recuperação de muitos. Descriminação muito acentuada ainda. Talvez a minha solidão não seja o resultado de um “mau feitio” ou de fracas capacidades de socialização. Talvez a maioria das pessoas que não me procuram ou que se afastaram, o tenham feito precisamente devido à doença. O que, estranhamente, é quase um alívio….que tenha sido por estupidez e não por minha causa.

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Amanhã sim

Sabia que haveria algo de terapêutico e gratificante no uso da palavra escrita.
Mas como em tudo o resto, sentia a certeza de que não conseguiria finalizar esse projeto que ainda nem como tal fora estruturado.
Nada a perder, claro. Como o restante.

Essa falta de confiança na sua capacidade para finalizar algo já não advinha tanto de algo que pudesse atribuir à sua personalidade mas sim à condição de que padecia.
Tinha uma desculpa maravilhosa para protelar tudo o que começasse e raramente finalizava…

Ía começar a escrever um numero mais ou menos exato de caracteres por dia. E assim estabelecer, talvez, algum respeito por si.
caminhos4

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Is a dream alive? (julho 2012)

Is a dream alive if It don’t come true or is it something worst?
Bruce Springsteen

Cada vez mais lhe parecia que ter ideias ou tentar compreender as dos outros, mesmo quando interessantes, era inútil e estúpido… E também cada vez lhe custava mais
não dar uso ao conhecimento, que teimava em ter, fosse de que área fosse,

Parecia uma idiotice, uma teimosia infantil ou adolescente. Uma forma de se
afirmar, de combater as suas frustrações e falhanços…mas estava cansada. Muito. E já não queria provar nada a ninguém, provavelmente nunca o tinha querido, sobretudo a si própria.
Essa antiga incansável fórmula de se provar que valia qualquer coisa, à margem
da cegueira de todos, pais, amigos, sociedade. Se algum valor lhe reconheciam era tema proibido.
Porquê nunca o soube mas soube que isso acontecia pois continuava a gastar uma fortuna em ouvidos e vozes “amigas” há mais de 20 anos.

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Impasse (junho 2012)

Ok. Não é bem depressão..ok, é tristeza, sim. Ok, é doença?
Não sei.
Falta de vida, sim.
O simulacro do bom emprego acabou e agora há que redefinir tudo.
Metas, objetivos, rotinas.

Black-and-White-Surreal-Photography

Cansada, entediada, farta de recomeçar – uma, duas,  três,vezes, infinitas.
Páro. Enrolo-me. Cansa estar parada.
Há espera de que algo aconteça.
Vou mais de 5 vezes por dia ao mail e ao facebook.
Quando, recentemente ocupada fazia-o uma vez por  dia. Ou nenhuma, por vezes.

A portugalidade a sufocar-me. De novo.
Não é um pensamento. Não é uma opinião com filosofia adjacente. É uma sensação.
Mais: um sentimento de tolhimento da minha respiração aqui. Respirar como pessoa. Com identidade.
Deixo a condição social, (económica) aterrar-me e ficar paralisada. Para onde me virar? Não sei.
Sem plano não consigo mexer-me.

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viva la vita!

Excesso. De vida. De pessoas, interação.
Turismo ao passado. Fotografar os locais do antigamente.
Falar sem pudor com qualquer pessoa. Início de conversas. Não é hipomania.

Não é doença. Novo Eu? Novo velho renovado Eu?

Apaixono-me por lugares. Novos. Velhos. Esquinas. O vitral de uma janela.

Pessoas abordam-me com comentários inusitados.
Peço informações sobre novas regras do transito no Bairro Alto. Paro.

Observo. Tomo o tempo. Tenho-o. Muitas vezes.
Fazer dele o melhor Tempo Presente do Mundo.
(Fazer do Presente um presente contínuo).

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Suicide in a depressed brain

Suicidal.
Nothing that I can write can ease the pain.
The last 3 days in bed again, ressenting everything and everyone.

An agocencric exercize of misery.
I don’t chose it – but people have an hard time to believe in it – that I chose to be unhappy – that’s what they think.
It is NOT TRUE

damaged2I just can’t.
I can’t keep seeing slamming doors, To have to deal with all kind of lack of human respect.
Because until now human nature convinced me that I am an human, therefore I have the right to be treated as one.
But that doesn’t happen. Many times, many times. And i can’t just let go
I want to go, to die.
Die before I am 40.
I am not doing anything here.
Pain is not a path – that’s why I want to leave.

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