Cinderela no país das Maravilhas

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A confusão não me faz confusão. As ideias inacabadas sim.
Os textos lidos a meio também. Mas já foi pior. Não perceber sequer uma linha de um jornal, despedaçar-se algo no chão mesmo à nossa frente e nem um “ai” sair. Se a inteligência não seguisse no pacote daríamos ótimos robots nestas alturas.
A tristeza é quase bem vinda. A possibilidade de sentir. Prova de algum tipo de existência.

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Entre

Vou não vou. Faço, não faço. Não, não consigo. Qualquer coisa seria melhor que este mau pasmar.
Visto-me por eles. Como por eles.
Mas não estariam eles melhor sem terem de assistir a estas estupidas metamorfoses?
Retraio-me, não falo, não participo. Não é opção.

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Regras de manutenção

Sento-me na secretária caótica – isto não sou eu. Até em secretárias de trabalho costumo arrumar um pouco antes de me envolver nas tarefas.

O PC de recurso para os vídeos serve de amparo para blusas, saias, um vestido alinhavado. Há dias e dias que observo, envergonhada, esta minha mesa de trabalho. Que é testemunha do meu adiar de tarefas intelectuais.

Há óculos escuros, relógios, papeis escritos á mão.

Temos de relevar. Relevar o ideal, o que gostaríamos ou  seria confortável.

Movi-me mais rápida do que o habitual e saltei para aqui. Há uma cadeira ok e um espacinho na secretária para mentir à minha condição social e psicológica enquanto finjo ser escritora.

 

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Ela

E lá veio ela de novo. Quando julgávamos já ter atingido a maioridade no drible de mantar a puta longe o suficiente para não nos atrapalhar. Eis que ela surge de novo, com impacto de tsunami.

Arranca-nos o coração  e o corpo passa a ser movido exclusivamente pelas necessidades básicas. Que alguma vez tenhamos tido alguma ideia original e criativa, que alguma vez tenhamos tido prazer e amado é algo impossível de se acreditar. Olhamos sem redor e os objetos dizem-nos vagamente alguma coisa…mas não nos parece sequer que faça sentido estarem onde estão.

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Getting By

Life just feels hard for the last 3 weeks. And it looks like forever.
Had to check in a calendar for how long this is happening. Not so long.
And still it feels like my soul has been trapped in some unknown place and my body doesn’t understand what he is supposed to do, what its routines are and why the brain is also part of it.

Suddenly the gravity and how it works is forgotten also. Plates, glasses meet their way to the floor very often. At least that fact gives me something more to do. Clean.
My room seems to have found life on it’s own. With mom and dad thying to help. I get tired just by looking at things.
My thoughts don’t get finished. As well as my actions. Going from here to there. There I have no idea what I am doing anymore. I ask myself is this is something more. Feels like dementia but hopefuly it is not.
Hope – the only great human feeling that lets me keep living and moving nowadays is hidden someplace.
I don’t understand most of what people tell me. I ran away from them. When I open my mouth a clumsy, strange and stupid speech comes out of it – and I can’t stop it.
I wonder if it wouldn’t be better to just stay the whole time in bed, like I used to do when these crisis come around. I try to act normal for my family. They see it but we don’t really talk about it.

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