Cinderela no país das Maravilhas

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Recomeçar (novembro 2012)

E agora o quê?
Ok. Não é bem depressão..ok, é tristeza, sim.
Ok, é doença? Não sei. Falta de vida, sim.

O simulacro do bom emprego acabou e agora há que redefinir tudo. Metas, objetivos, rotinas.

Cansada, entediada, farta de recomeçar. Uma, duas, vezes infinitas.
Paro. Enrolo-me.
Cansa estar parada.
Há espera que algo aconteça.

A portugalidade a sufocar-me.
De novo. Não é um pensamento. Não é uma opinião com uma filosofia adjacente.
É uma sensação.
Mais: um sentimento de tolhimento da minha respiração aqui.
Respirar como pessoa. Com identidade.

Deixo a condição social (económica) aterrar-me e fico paralisada.
Para onde me virar? Não sei. Sem plano não consigo mexer-me.

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Being creative with your pills

2013-04-23 15.15.59

hmmm….how delicious!!

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Virtual mundo

Onde fica tudo o que não foi feito?
O imaginado, sonhado, planeado, mas que não conseguiu a lógica racional da aplicabilidade prática ?

Nos sentimentos de possibilidade?
De fuga e infinito?
No sentimento de sermos mais e diferentes daquilo que é a nossa vida real?

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Início

Nada é como nos ensinaram. Nada tem qualquer significado último.
Tudo o que aprendemos pode ir para o caixote do lixo.

E ele disse: é aqui – é aqui que tudo morre e vive simultaneamente.
Ninguém mais o disse.

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Living on Dreams

dream

 

Fazer da imaginação as minhas viagens.
Da escrita as situações que não posso viver.
Dos reality shows dos milionários o conhecimento dos objetos de conforto que nunca terei.
Da arte uma alternativa à estupidez da mercantilização do ser humano.

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Tempo

A angustia nas pequenas ações.
O tempo sempre à nossa frente. Corremos atrás dele.
Ele foge-nos.

Estamos sempre aquém.
Aquém do que desejamos ser, ter, pensar, sentir.

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Intervalo

No intervalo da vida desponta o interesse.
No que foge, corre, acelera, vai para onde não o podemos encontrar.
Na demanda do inconcretizável.
Cada vez mais perto do que se vai distanciando.
Enrolando os desafios em objetivos de desmoronamento.

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O Cato

Formas disformes na caneta desagradável que trata assuntos de trabalho.
A planta salva do tempo alongado, esticado; com o qual não sei o que fazer.
Apenas esperar.
Esperar que o “pior” aconteça para eu “bater as asas” e voar.

Um bom almoço espera-me e o cato, além da sua fealdade, nada me diz.
Desculpas ao cato. Se calhar está infeliz. Não falaram o suficiente com ele…talvez se eu o fizer ele fi que mais bonito.

Dói-me a mão. Já perdera o hábito de escrever.
Mais leite, mais cigarros. E o Cato.

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Maio no Alto (2012)

alice1Viver aos solavancos, semana sim, semana não. Ou furiosamente, todos os centésimos de segundo do dia. Dificuldade em esperar, em dar tempo. O Mundo é demasiado lento.   No lugar da comunicação estar, correr, abrir, querer.

Sensação de Urgência. Ideias em catadupa, videoclips, fotos.

Recriar. Criar-me. Voltar.

A Mim.

Mas “mim” não é procurar o Eu das possibilidades corpóreas.

 

Não ser Demais. Porquê demais? Porque o Corpo sente, pensa, está e tem o seu ritmo próprio.

E um bem-estar emocional e mental precisa de respeito pelo ritmo daquele.

Fazer. Compulsão. Energia que urge em ser gasta.

Vou parando quando me obrigo. Disciplina para não me exceder. No Fazer. Em catadupa.

Parar. Fumar. Parar.

Deitar-me um minuto e olhar em volta. E mais ideias de fazer, fazer, fazer.

 

É necessário abrandar.

O custo de seguir o ímpeto é a Exaustão. Física. Mental. Mau Estar.

Retirar prazer. Arrumar. Parar e observar os gatos. Limpar. Parar e observar a chuva.

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Ziguezague

Rádio no intervalo das emoções.

Dói-me o cabelo. Sinto os tendões.

Musica apaziguadora.

Pensamentos fogem. Deixo estar.

Distraio (me), contraio (me). O tendão da mão.

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