Cinderela no país das Maravilhas

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Again

Não me apetece escrever, não consigo pensar, é difícil amar, não sei como organizar-me, só me apetece estar deitada, só quero dormir.

O computador abandonado umas 3 semanas. Leitura, só pelo facebook. Alguma – única coisa que faço – ler artigos sobre ciência. Também lá consigo isolar-me. Quase não tenho likes em nada, não sei onde as pessoas andam, não sei o que fazem. Não sei como se faz para se ser social.

Ontem deixei-me estar na cama – desastre total. Fico, fico fico – com as costas e os joelhos a doer mas continuo. Masoquismo dizem eles. Não me parece. Sou apanhada num remoinho de pensamentos de auto-censura de excertos pequenos do passado: que fui parva, que fiz má figura, que fui ignorante, que fui burra. Quem precisa de inimigos quando a minha mente me faz isto. Toda a energia é assim canalizada para aí. Para um cérebro todo fodido com os níveis Gaba em baixo.

Entre isto e o vazio do último mês que venha o vazio.

Canso-me – também. estou na rua e está um sol resplandecente. Custa-me mover. Quero-me deitar.

 

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Corpo Só

Falta-me um corpo. Que aconchegue, chegue para me fazer sentir real. Existente, Corpórea. Para que os meus sentidos acordem. Conheçam a verdadeira razão de serem. Para que saibam o seu propósito.

Passem a sentir pele, músculo, dobra, cabelos.Para que saiam do isolamento e explorem outros cheiros e todos os restantes sentidos.

Abraçar, sentir, acariciar, beijar, tocar.

Epiderme. A emoção de uma simples sensação. Saudade dessa ternura.

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Casa da Idanha – Clinica

Psique, psicose, imaginação, fantasia, delírios, ilusões, emoções. O António Damásio fica pelo cérebro.

Corpo, corporalidade, humanidade, beldade, generosidade, fealdade, discurso livre.

Bon Jovi. O meu travão no zapping excessivo.

Bon Jovi – Catarina. Idanha. Como estará ela. Michael Jackson. Perdida.

Não quis ser salvadora…Deixar-se-ia ser salva? nunca o saberei?

 

O meu corpo põe-se numa ânsia ao ser frontal. Apavorada de ser abandonada. Mais uma vez.

Respiração mais tranquila. Mais pausada. Menos adrenalina.

O que Aquece, Inspira, Vitaliza – Procurar, deixar entrar.

Sair da “cabeça”. Atenção a mim, menos ao exterior. O verdadeiro significado da palavra CUIDAR.

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Dezembro 2010

“Mas eu não estou em nenhum sítio! Estou de passagem!”

The Killers – the lyrics – genial.

I need to study portuguese this week. Have to try and adapt the world to my needs and not the way around.

Rádio no intervalo das emoções. Dói-me o cabelo. Sinto os tendões. Musica apaziguadora. Gatos e gatos e cão. Marcam território. Com pais , casa e rotinas é igual.

Pensamentos fogem. Deixo estar.

Distraio (me), contraio(me). O tendão da mão.

Envergonho-me por gostar da banda 30 Seconds to Mars. Já não sou adolescente?

38. Numero que me causou pesadelos meses seguidos. Antes de chegarem. Agora integrei. Aceitei.

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Ansiedade

O corpo vacila, estica e treme no vislumbre de uma ameaça.

Não é bem uma ameaça mas é sentida como tal e todo o corpo se retesa,treme, perde o controlo.

Que pensamentos estão por detrás?

Medo. Medo de errar. Medo de falhar. Medo de me enganar. O que acontece a muita, muita gente.

Ficar obsessiva ao ponto de baralhar toda a questão.

Sair de casa. Cinema. Não acertei na hora.

Gostava de escrever sobre borboletas e rosas, para variar. Mas o cérebro insiste em avariar.

Sair da situação e tentar espairecer. Não é nada do outro mundo!

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Ansiedade

Já a conheci de várias formas. Quando a depressão era pior senti-a vagamente, pelos poros do corpo, durante a maior parte dos dias.

Entretanto conheço uma quase nova. Trabalho, logo entro em pânico.

Aparentemente tudo a correr bem apesar de ser um trabalho temporário. No entanto devido a um erro que não se deveu a mim entrei numa espiral de “nervos”, a ficar a tremelicar a cada vez que recebo uma mensagem mail da chefe. Dedico-me, faço o meu melhor e de repente a insegurança dispara. O corpo treme, o coração bate forte e demoro um pouco até acalmar-me.

Porquê? Como travar ou minorizar este estado de alerta máximo? Entretanto não consigo pensar em nada mais além de trabalho. E confirmo, volto a confirmar. E duvido. De mim…

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Depressão pois

Não voltei ao normal, não. Arrasto-me para sair da cama, faço um esforço monstruoso para tomar banho, como a custo. Saio um bocado. Até o andar parece atrapalhado, sem definição ou objetivo.

A única coisa que faço é trabalhar. Um compromisso que não quero desleixar. Faço um pouco, deito-me – na cama ou no sofá. Faço mais um bocado e o mesmo repete-se. A única energia remetida para esta tarefa – que continua a causar-me ansiedade e stress – não sei se não será esse o problema. Preocupar-me demais com este empreendimento.

Dificuldade em ler, ainda. A Tv não me distrai, cansa-me.

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Depressão?

Desde que estou eutimica que sinto uma particular dificuldade em perceber o que é que ainda faz parte da depressão, o que é preguiça, desmotivação, frustração ou inércia pura. Tenho resistência às atividades físicas, inclusivamente as de higiene diária. Tenho de me forçar a todo o momento. As tarefas domésticas são divididas por várias vezes: tenho alguma louça para lavar – então, em vez de empreender essa tarefa de seguida faço pausas. Depois há as mini realizações de algo ter conseguido.

A parte relacional está ok. Ou seja: comunico, com alguma ansiedade mas faço-o, com os mais próximos. Ainda gaguejo e perco o fio à meada mas não me escondo, não evito. A solidão é-me mais pesada do que no passado.

Esperemos que os dias contínuos na cama, em hibernação, de virar as costas a tudo e a todos não regressem.

As consequências foram, de facto, devastadoras e ainda tenho dificuldade em aceitá-las. Encurtamento do circulo social, ausência de relações amorosas, vida profissional desastrosa ou ausente. Além de todo o sofrimento associado…

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Saltitar de medo em medo para escolher qual o menor. Deixá-los passarem de papões assustadores para revezes da imaginação.

Faço coisas. Aos soluços. Aos tropeções. Exigir-me. Obrigar-me.

Nunca poder esquecer a condição da doença.

Os textos que se perderam por aí. Bocados de nós em momentos presos no passado.

A inércia a dominar.

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Sentir a normalidade ausente de interesse. Sair por terapia. Tanto que fazer. Tanto por fazer.

As pequenas nódoas negras emocionais a virem à memória vezes demais. Apoio de pessoas inusitadas. Preciso? Aparentemente.

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